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OIT promove competição global de jornalismo sobre migração laboral

Written by Daniela Alves
Estão abertas até o dia 27 de outubro as inscrições para a “Competição Global de Jornalismo sobre Migração Laboral” realizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), que tem o objetivo de reconhecer coberturas exemplares da imprensa sobre o tema.
A agência da ONU acredita que o conteúdo é de extrema importância para combater percepções equivocadas que reforçam o preconceito, a intolerância e a estigmatização dos trabalhadores migrantes e suas famílias.
Os participantes da competição são encorajados a destacar a contribuição dos trabalhadores migrantes para os países de origem. Da mesma forma, estimulam a discussão sobre os aspectos negativos, como a dura realidade de exploração e violação dos direitos humanos e trabalhistas.
As reportagens contribuirão para a campanha das Nações Unidas “Juntos”, que tem como objetivo encorajar ações globais para promover a não discriminação e lidar com o problema do aumento da xenofobia contra os refugiados e migrantes.
Este ano, a disputa conta com a organização e apoio do projeto Ação Global para Melhorar o Quadro de Recrutamento da Migração Laboral (REFRAME), financiado pela União Europeia, e do Programa Integrado de Recrutamento Justo (FAIR), financiado pela Agência Suíça de Desenvolvimento e Cooperação.
Para participar, os jornalistas são convidados a inscrever no máximo duas matérias, uma para cada categoria: artigos escritos (impressos ou online); produção multimídia (fotos, áudio e vídeo). Os artigos devem ter no máximo oito mil palavras e as matérias multimídia não devem ultrapassar dez minutos de duração. Os conteúdos precisam ter sido publicados entre 1º de janeiro de 2016 e 27 de outubro de 2017 para se qualificarem para a competição.
As matérias precisam abordar um dos seguintes temas: a contribuição dos trabalhadores migrantes para o desenvolvimento social e econômico dos países de origem e destino; proteção de seus direitos trabalhistas; reconhecimento de suas habilidades; integração no mercado de trabalho; proteção social; trabalhadores migrantes em situação irregular; condições de trabalho (principalmente salários, jornada de trabalho, saúde e segurança no trabalho, informalidade, direitos sindicais, trabalho forçado, trabalho infantil e tráfico de pessoas); recrutamento justo de trabalhadores migrantes.
A competição terá quatro vencedores (um por categoria e por tema) receberão mil dólares cada. As reportagens vencedoras serão apresentadas no site da OIT e amplamente promovidas como um exemplo de bom jornalismo.
Para se inscrever, é necessário preencher o formulário de inscrição online até 27 de outubro. As matérias são aceitas em inglês, francês e espanhol. Os vencedores serão anunciados oficialmente em 18 de dezembro, para marcar o Dia Internacional dos Migrantes. Para mais informações, entre em contato com: Labour-Migration-Media-Competition@ilo.org
Ressalva
Os participantes que utilizarem o termo “migrantes ilegais” em seu trabalho serão desqualificados, pois segundo a OIT, a definição estigmatiza os migrantes e suas famílias. Os participantes são orientados a utilizar os seguintes termos: “não documentados”, “trabalhadores migrantes irregulares”, “status irregular” ou “migrantes em situação irregular”.
A entidade indica que as reportagens apresentem soluções criativas para superar os desafios da proteção laboral e da integração do mercado de trabalho. Além disso, é importante dar visibilidade a histórias de sucesso e a práticas positivas, apresentando, na medida do possível, os resultados positivos da governança justa da migração laboral.
Para saber mais sobre os critérios de avaliação, informações sobre inscrição, premiação e glossário de mídia da OIT, acesse o site.

About the author

Daniela Alves

Diretora Executiva do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais. Formada em Relações Internacionais. Mestre em Medicina pela UFRGS. Vencedora do Prêmio Libertas do Ministério da Justiça e UNODC. Vencedora do Prêmio da JCI na categoria contribuição às Crianças, aos Direitos Humanos e a Paz Mundial.

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